Após ameaças de Trump, Estados Unidos e Irã começam nova rodada de negociações sobre programa nuclear iraniano
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Estados Unidos e Irã retomam negociações sobre programa nuclear Depois das ameaças de Donald Trump, Estados Unidos e Irã começaram nesta sexta-feira (6) uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano. Ao mesmo tempo, o governo americano aumentou a pressão econômica sobre o governo dos aiatolás. Imagens de satélite ajudam a explicar o que está em jogo. Elas mostram uma das três instalações nucleares do Irã bombardeadas pelos Estados Unidos em junho de 2025. Um outro registro, de cinco dias atrás, mostra o mesmo local parcialmente reconstruído. Ninguém sabe o que restou lá embaixo. É que, sem um acordo, a Agência Internacional de Energia Atômica fica impedida de entrar no Irã para garantir que o país não está produzindo uma bomba atômica. Em 2016, Donald Trump retirou os Estados Unidos do pacto assinado três anos antes, no governo de Barack Obama. Ele limitava o enriquecimento de urânio no Irã em troca de alívio nas sanções econômicas. Agora, o presidente americano quer um novo acordo, mais restritivo. É isso que começou a ser negociado nesta sexta-feira (6) em Omã. Foram oito horas de conversas indiretas. O ministro das Relações Exteriores de Omã se reuniu com o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner, e, em outro momento, separadamente, com o ministro das Relações Exteriores do Irã. O iraniano disse que foi um bom começo e ressaltou: qualquer diálogo exige que se evite fazer ameaças. Após ameaças de Trump, Estados Unidos e Irã começam nova rodada de negociações sobre programa nuclear iraniano Jornal Nacional/ Reprodução Americanos e iranianos discordam em vários pontos, a começar pelo tamanho de um futuro acordo. Os Estados Unidos têm três objetivos claros: acabar com o programa nuclear do Irã; limitar o arsenal de mísseis balísticos; e encerrar o financiamento iraniano a grupos armados na região - como o Hamas, em Gaza, o Hezbollah, no Líbano, e os Houthis, no Iêmen. Mas o Irã já sinalizou que não aceita abrir mão de manter o direito de enriquecer urânio para fins pacíficos, como energia, e nem de produzir os mísseis. O impasse continua. Enquanto isso, o governo americano subiu a pressão. Nesta sexta-feira (6), anunciou novas sanções para restringir as exportações de petróleo iraniano e afirmou que vai aplicar tarifas extras de importação contra qualquer país que fizer negócios com o Irã. LEIA TAMBÉM EUA anunciam novas sanções ao Irã após rodada de negociações sobre acordo nuclear Irã transfere míssil balístico de última geração para base subterrânea às vésperas de negociação com EUA, diz TV estatal Em meio a negociações, EUA renovam alerta a cidadãos no Irã: 'Considerem deixar o país'