Banco Master: alvo da PF, Vorcaro diz ter 'interesse no esclarecimento completo dos fatos'
PF faz buscas em endereços de Daniel Vorcaro e parentes dele Reprodução/PF Alvo de mais uma operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (14), o empres...
PF faz buscas em endereços de Daniel Vorcaro e parentes dele Reprodução/PF Alvo de mais uma operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (14), o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, disse ter "interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito". A segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no banco Master, incluiu buscas em endereços ligados a ele e a parentes dele, incluindo o pai, a irmã e o cunhado. Em nota, a defesa de Vorcaro informou que tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e que o empresário "tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes". Afirmou ainda que "todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência". Acrescentou que Vorcaro "permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito". A defesa reiterou a "confiança no devido processo legal" e que "seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais". O empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, também estavam entre os alvos. Procurada, a defesa deles não foi localizada. Veja os vídeos que estão em alta no g1 👉 Contexto: O caso do Banco Master virou o centro de um escândalo financeiro nacional e de uma disputa institucional. Em novembro, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do banco. A liquidação ocorreu após suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito do Master para o Banco de Brasília (BRB) no valor de R$ 12,2 bilhões. Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, essa pode ser a "maior fraude bancária" do país. No entanto, a liquidação pelo BC passou a ser questionada. O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou uma inspeção em documentos relativos ao processo. Nesse meio tempo, o BC começou a ser alvo de ataques digitais com o objetivo de desacreditar a sua atuação. A PF apura pagamentos milionários a influenciadores. Diante das fraudes detectadas, a tendência é que o parecer técnico respalde a decisão da autoridade monetária. O caso Master chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) no fim do ano passado por decisão do ministro Dias Toffoli. Relator do tema, ele determinou sigilo sobre todo o processo. Uma das primeiras medidas foi uma acareação no tribunal. Nessa etapa da operação, havia 42 mandados de busca e apreensão, determinados por Toffoli, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões. Os mandados tinham alvos em São Paulo, incluindo endereços na Avenida Faria Lima, um dos principais centros financeiros da capital paulista, e os estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. O cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel chegou ser detido na madrugada desta quarta no aeroporto quando embarcaria para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, mas foi solto em seguida. A prisão foi apenas para a realização da operação desta quarta. Os policiais foram até a casa de Tanure e não o encontraram no endereço. Ele foi localizado no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, quando embarcaria em um voo nacional. O celular dele foi apreendido. Apreensões da segunda fase da Operação Compliance Zero contra o Banco Master Divulgação/PF CDBs irreais e carteiras de crédito falsas: entenda o que está por trás da liquidação do Banco Master Primeira fase PF prende Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Reprodução A primeira fase da operação aconteceu em novembro passado e resultou em sete prisões, incluindo a de Vorcaro. O dono do Banco Master foi preso quando estava no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Segundo investigadores, ele estava tentando fugir do país em um avião particular para a Europa. Dias depois, ele foi solto pela Justiça. Na época, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do banco após concluir que a instituição não tinha condições de honrar seus compromissos financeiros. A decretação da falência do banco tem sido alvo de polêmica. O Banco Central foi questionado pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jonathan de Jesus, para esclarecer supostos indícios de liquidação "precipitada" do Banco Master. Além disso, foi decretado sigilo sobre o processo. Os policiais investigam a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master, que emitia Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com a promessa de pagar ao cliente até 40% acima da taxa básica do mercado, um retorno considerado irreal pelas autoridades. Segundo estimativa da PF, as fraudes podem chegar a R$ 12 bilhões. Esta reportagem está em atualização. Veja os vídeos que estão em alta no g1