cover
Tocando Agora:

Conflito deve atrasar visita de Lula a Washington, dizem assessores do presidente

Integrantes do governo brasileiro já dão como certo o adiamento da visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington, por conta do c...

Conflito deve atrasar visita de Lula a Washington, dizem assessores do presidente
Conflito deve atrasar visita de Lula a Washington, dizem assessores do presidente (Foto: Reprodução)

Integrantes do governo brasileiro já dão como certo o adiamento da visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington, por conta do conflito entre Estados Unidos e Irã. Três assessores próximos de Lula confirmaram ao blog que agora o mais provável é que se aguarde "dias ou semanas". Segundo o blog apurou com auxiliares de Lula e com o próprio Itamaraty, não havia data definida, mas se trabalhava com o mês de março. Agora, eles já reconhecem que pode ficar para o fim do mês ou para abril, a depender do conflito no oriente médio. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os EUA também não haviam sugerido datas, apesar da menção de Trump, na última conversa com Lula, para que fosse uma visita de Estado a Washington. Neste sábado (28), logo após os primeiros ataques dos EUA e Israel, o governo brasileiro divulgou duas notas condenando a ação em meio a negociações e defendendo o respeito ao direito internacional. Apesar disso, as fontes do governo brasileiro afirmam que o diálogo com o governo Trump não foi afetado e os dois presidentes seguem com canal direto de conversações. LEIA TAMBÉM: 'Devemos nos preparar para o pior', diz Celso Amorim sobre conflito no Oriente Médio Lula e Trump se encontram na Malásia. Ricardo Stuckert/PR Começo do conflito Os Estados Unidos e Israel realizaram neste sábado (28) uma grande ofensiva aérea contra alvos militares e estratégicos no Irã, alegando ser necessário destruir o programa nuclear iraniano e responder a ameaças do regime. Em retaliação, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e contra bases norte‑americanas em diversos países do Oriente Médio. Os ataques atingiram o topo da liderança iraniana e resultaram na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, confirmada pelo próprio governo iraniano horas depois. Outras altas autoridades militares, incluindo o chefe do Estado‑Maior e o ministro da Defesa, também morreram. O conflito ampliou drasticamente as tensões regionais, fechou o Estreito de Ormuz, provocou centenas de mortes no Irã e desencadeou ondas de ataques em vários países do Oriente Médio.