Corretora assassinada: veja indícios apontados pela polícia que ligam síndico ao crime
Corpo de corretora de imóveis desaparecida é encontrado; suspeitos são presos O corpo de Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi encontrado em Caldas Novas, regi...
Corpo de corretora de imóveis desaparecida é encontrado; suspeitos são presos O corpo de Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi encontrado em Caldas Novas, região sul de Goiás, após o síndico do prédio ter confessado o assassinato da corretora que ficou mais de 40 dias desaparecida. Em coletiva de imprensa, a Polícia Civil apresentou mais indícios que reforçam a autoria do crime. O g1 entrou em contato com a defesa do síndico, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. Investigação: Veja o que se sabe sobre a morte de corretora de imóveis em Caldas Novas Cléber e o filho, Maicon Douglas Souza de Oliveira, foram presos na madrugada desta quarta-feira (28). Os dois devem ficar presos temporariamente por 30 dias enquanto as investigações continuam para esclarecer a dinâmica do assassinato. A defesa de Maicon não foi localizada. Cléber Rosa de Oliveira confessou ter matado a corretora Daiane Alves em Caldas Novas, Goiás Diomício Gomes/O Popular e Arquivo pessoal/Georgiana dos Passos Veja abaixo os indícios que ligam o síndico ao crime: Falta de energia Ponto cego das câmeras de segurança Capota do carro fechada Porta do apartamento aberta Administração dos seis apartamentos Conflitos e processos na justiça Celular novo comprado pelo filho Vestígios das roupas da corretora Câmeras de segurança Uso de escadas Falta de energia Daiane desapareceu quando desceu ao subsolo para religar o padrão de energia do prédio. Ao g1, a família disse que a falta de energia nos seis apartamento administrados por Daiane era recorrente. Segundo a polícia, a prática de desligar os disjuntores no quadro de luz do subsolo era um comportamento comum do síndico. Testemunhas disseram que, em uma ocasião, ele teria desligado o padrão de energia para evitar que uma Assembleia Geral do condomínio acontecesse virtualmente. Quedas de energia em apartamento eram provocadas intencionalmente, diz família Daiane está desaparecida desde 17 de dezembro Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes LEIA TAMBÉM: Síndico diz que matou corretora sozinho: ‘Meu filho não tem nada a ver com isso’ AGRESSÃO: Corretora denunciou que síndico deu soco nela em discussão sobre falta de água em apartamento Irmã diz que corretora morta não aceitava ordens de síndico: ‘Matou por ódio’ Ponto cego Após a prisão, Cléber disse informalmente à polícia que cometeu o crime na frente dos disjuntores, quando ele e Daiane tiveram uma discussão. De acordo com a polícia, o local é um ponto cego das câmeras de segurança e, como administrador, Cléber sabia disso. Capota fechada Cléber é proprietário de um Fiat Strada. De acordo com a investigação, o carro foi filmado trafegando em direção a uma região de mata com a capota fechada. Corpo de corretora foi encontrado a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, em Goiás Arte/g1 Cerca de 48 minutos depois, o carro é visto novamente, voltando com a capota aberta. Nesse tempo, a polícia acredita que ele levou o corpo de Daiane para a região de mata em Ipameri, a cerca de 15 km de Caldas Novas, onde o corpo foi encontrado. Porta aberta Outro ponto importante para a investigação do desaparecimento e que intrigava a família é o fato de que Daiane deixou a porta do apartamento aberta antes de descer para o subsolo. Entretanto, quando Nilse Alves, mãe de Daiane, chegou ao apartamento no dia seguinte, como havia combinado com a filha, a porta estava trancada (veja entrevista da mãe após a prisão). Segundo a polícia, somente uma pessoa com livre acesso ao prédio poderia cometer o crime e retornar para fechar a porta. Seis apartamentos A motivação do crime ainda não foi esclarecida, mas segundo a polícia é possível que Cléber tenha matado Daiane por conflitos comerciais. O síndico Cleber Rosa de Oliveira e o filho, o analista de sistemas Maicon Douglas Souza de Oliveira, foram presos na madrugada de quarta-feira (28), em Caldas Novas Wildes Barbosa/ O Popular De acordo com a investigação, as brigas entre os dois começaram quando Daiane passou a administrar os seis apartamentos da família, que antes eram geridos por Cléber. Conflitos e processos na Justiça Daiane e Cléber tinham diversas brigas em relação a administração dos apartamentos. Segundo a família, ao todo o síndico responde a 12 processos envolvendo a corretora (veja histórico de brigas e denúncias). No processo mais recente, em 19 de janeiro, 39 dias após o desaparecimento da corretora, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) denunciou Cleber pelo crime de perseguição (stalking), com agravante de abuso de função, uma vez que ele é síndico do local onde ela residia. Celular novo O filho de Cléber foi preso por suspeita de obstrução de justiça. De acordo com a polícia, foi solicitada uma perícia no carro do síndico no dia 17 de dezembro, por volta das 12h30. Segundo a Polícia Civil, síndico foi preso suspeito de matar corretora e filho dele por obstruir as investigações, em Goiás Diomício Gomes/O Popular No mesmo dia, a polícia afirma que Maicon comprou um celular novo, que seria para entregue ao pai, o que poderia ser uma forma de tentar ocultar as provas em uma possível apreensão do aparelho. O celular de Cléber não foi encontrado. Veja o que o síndico, o filho do síndico e o porteiro do prédio disseram à polícia e qual o envolvimento deles no crime Vestígios de roupas Após a prisão, Cléber indicou o local onde deixou o corpo da corretora, em uma área de mata em Ipameri. Segundo a polícia, foram encontrados vestígios das roupas que Daiane usava no dia em que desapareceu. Daiane Alves Souza, de 43 anos, está desaparecida há quase um mês em Caldas Novas Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes Câmeras de segurança Durante as investigações, a polícia solicitou imagens das câmeras de segurança do prédio ao síndico. Entretanto, segundo o delegado Pedromar Augusto, de 10 câmeras, Cléber apresentou imagens de apenas três. Uso de escadas A polícia aponta que as únicas imagens do síndico no elevador foram feitas às 12h37 no dia do crime e que ele sabia que as escadas do prédio não eram monitoradas e, por isso, teria usado esses acessos para se movimentar e não ser filmado. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás