Devolução do caso Master à Justiça Federal pode ter vida curta ou sepultar investigação de peixes graúdos
Valdo: Caso Master na Justiça Federal pode ter vida curta A eventual devolução do caso Master para a Justiça Federal pode ter vida curta ou sepultar de vez ...
Valdo: Caso Master na Justiça Federal pode ter vida curta A eventual devolução do caso Master para a Justiça Federal pode ter vida curta ou sepultar de vez a investigação de peixes graúdos. Nos bastidores de Brasília, a avaliação é que ainda há muito material para ser analisado pela Polícia Federal e que, se até agora não surgiu nenhuma autoridade com foro privilegiado a ser investigada, em breve pode haver. Aí, o caso Master poderia retornar ao Supremo Tribunal Federal (STF). “O fato é que, até agora, não há nada que justifique a manutenção do inquérito no STF. Mas isso pode mudar muito em breve com a análise dos dados dos telefones apreendidos, porque nomes de políticos devem surgir pela frente”, diz um experiente político de Brasília. O raciocínio é corroborado por quem acompanha a investigação de perto. “Acho que não tem autoridade com foro privilegiado por enquanto, mas acho que deveria ter”, afirma um magistrado reservadamente. O risco, avaliam investigadores, é o caso ir para a Justiça Federal e nomes de políticos nunca mais virem à tona neste processo. Esse poderia ser o caminho ideal para políticos que temem ver seus nomes envolvidos no inquérito do Master pelas ligações com o dono do banco liquidado, Daniel Vorcaro. Fachada do Banco Master no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, no dia 19 de novembro de 2025 Rovena Rosa/Agência Brasil A PF garante que isso não acontecerá. Se surgir o nome de um político envolvido com o caso Master, essa autoridade com foro privilegiado será investigada. De acordo com investigadores, para a PF tanto faz se o inquérito for devolvido para a Justiça Federal ou se ficar no STF. "As investigações vão continuar. O que tiver de aparecer, seja contra quem for, será investigado", afirma um interlocutor do caso que acompanha de perto as investigações. A transferência do caso Master para a Justiça Federal é defendida por ministros do STF para tirar o tribunal do foco da crise. Por sinal, agora não são apenas os ministros do STF que criticam as medidas polêmicas de Dias Toffoli no caso Master que defendem a devolução do caso Master para a Justiça Federal. Até os seus aliados no tribunal avaliam que a melhor solução para a crise é que, em breve, o relator do caso Master tome essa decisão com base no fato de que não surgiu nenhuma autoridade com foro privilegiado que esteja sendo investigada no inquérito sobre fraudes bancárias envolvendo o banco de Daniel Vorcaro. Um ministro aliado de Toffoli disse que esse é o “caminho natural”. Ele segue, porém, defendendo as medidas adotadas pelo relator do caso. Outro ministro afirma que Toffoli pode ter adotado medidas polêmicas, mas todas são defensáveis. Ainda assim, avalia que o melhor caminho realmente é mandar para a primeira instância. Um terceiro magistrado diz que Toffoli erra ao demorar a tomar essa medida, que deveria ser adotada o quanto antes, porque a crise só vai piorar. A expectativa é que isso possa ocorrer no retorno dos trabalhos do Judiciário, em fevereiro.