Empreendedora cria marca que transforma guarda-chuva quebrado em moda e fatura R$ 200 mil por ano
Empreendedora transforma guarda-chuvas descartados em casacos Em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, sair com guarda-chuva mesmo em dia de sol n...
Empreendedora transforma guarda-chuvas descartados em casacos Em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, sair com guarda-chuva mesmo em dia de sol não é exagero. No verão, a chuva é frequente — e foi justamente essa realidade que inspirou uma ideia inovadora de moda consciente. A designer Juliana Pinto criou uma marca que transforma guarda-chuvas descartados em jaquetas corta-vento, bolsas e acessórios exclusivos, unindo sustentabilidade, design autoral e geração de renda. O que antes iria para o lixo hoje vira peça única, vendida online para um público jovem e engajado. Ideia nasceu na faculdade 🎓 A história começou em 2017, quando Juliana cursava Design de Moda e recebeu o desafio de criar uma marca sustentável do zero. Sem saber por onde começar, recorreu à mãe, Mara Pereira, que sempre teve afinidade com reciclagem. “Ela tinha capas de chuva e tecidos de guarda-chuva sem a ferragem. Pensei: por que não fazer um casaco com esse material?”, conta Juliana. Moradora de Petrópolis, cidade onde guarda-chuvas quebrados são facilmente encontrados após temporais, a designer viu ali uma oportunidade. O primeiro modelo surgiu como trabalho acadêmico — e chamou tanta atenção que professores e colegas começaram a pedir novas peças. Com R$ 400 de investimento inicial, Juliana produziu alguns casacos para testar a aceitação. Levou as peças para uma feira local e o resultado foi imediato: tudo foi vendido no mesmo dia. “Eu fazia faculdade, estagiava e ainda conseguia produzir um casaco por dia. Levei para a feira num domingo e voltei sem nenhuma peça”, lembra. Pouco depois, a mãe entrou oficialmente no negócio. Hoje, Mara é responsável por cortar, costurar, lavar, desmontar e preparar os tecidos reutilizados. Empreendedora transforma guarda-chuvas descartados em casacos Reprodução/PEGN Produção artesanal e peças únicas 🪡 Cada jaqueta pode usar até quatro guarda-chuvas, dependendo do tamanho e da combinação de cores. Nada é padronizado — e isso virou um diferencial. “São peças que não têm ninguém igual no mundo usando. Isso agrega valor e aumenta o ticket médio”, explica Juliana. A marca lança coleções a cada dois meses, produz cerca de 150 casacos por mês e vende exclusivamente pela internet, usando ensaios fotográficos e redes sociais para divulgar os produtos. O público é formado, principalmente, por jovens que gostam de arte, moda e sustentabilidade — e que buscam algo diferente. “Todo mundo pergunta de onde veio a peça. Chama muita atenção”, conta o modelo Eli Tavares, que participa dos ensaios da marca. Matéria-prima vem do lixo — e vira renda 🌂 Parte dos guarda-chuvas usados na produção vem da Coleta Seletiva de Petrópolis, em parceria com a Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis (COMDEP). Segundo a presidente da companhia, Fernanda Ferreira, a cidade recolhe entre 100 e 120 toneladas de resíduos por mês. Desse total, cerca de 200 guarda-chuvas são doados mensalmente para a marca. “O que não serve para um vira geração de trabalho e renda para outras pessoas. É um trabalho muito rico”, afirma. Após a coleta, os guarda-chuvas passam por triagem, lavagem, desmontagem e seleção de tecidos. A costura final é feita por profissionais parceiras, como Sheila Regina, que destaca o caráter artesanal do processo. “Não é produção em larga escala. É um trabalho delicado, que mostra que muita coisa pode ser reaproveitada”, diz. Empreendedora transforma guarda-chuvas descartados em casacos Reprodução/PEGN Moda como ferramenta de impacto ambiental ☂️ A iniciativa ganha ainda mais relevância em um setor conhecido pelo alto impacto ambiental. A indústria da moda é considerada a segunda mais poluente do mundo, segundo organismos internacionais. “A gente pega algo que iria para o lixo e transforma em uma nova peça. Tudo já está aqui, só precisamos mudar o olhar”, resume Juliana. Hoje, a marca fatura cerca de R$ 200 mil por ano — e os planos são ambiciosos. “Não quero fama. Quero que a marca cresça e se espalhe pelo mundo. A gente precisa de uma moda mais consciente", completa. Em Petrópolis, guarda-chuvas quebrados ganharam uma segunda chance — e provaram que criatividade, sustentabilidade e empreendedorismo podem caminhar juntos. Mais do que moda, o trabalho de Juliana costura consciência ambiental, afeto e novos futuros, mostrando que pequenas mudanças podem, sim, gerar grandes impactos. Relevo Store 📍 Petrópolis/Rio de janeiro 📞 Telefone: (24) 99944-9883 / (24) 988311816 📩 E-mail: contato@relevostore.com.br 🛜 Site: www.relevostore.com.br 📲 Instagram: https://www.instagram.com/relevostore/ 📘 Facebook: https://www.facebook.com/relevostore