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Empresário é agredido por guardas a caminho de casa em SP: 'Não fiz nada'; VÍDEO

Lucas Salgado, de 29 anos, alega ter sido abordado e agredido por guardas civis municipais de Praia Grande (SP). A prefeitura afirma que ele estava visivelmente...

Empresário é agredido por guardas a caminho de casa em SP: 'Não fiz nada'; VÍDEO
Empresário é agredido por guardas a caminho de casa em SP: 'Não fiz nada'; VÍDEO (Foto: Reprodução)

Lucas Salgado, de 29 anos, alega ter sido abordado e agredido por guardas civis municipais de Praia Grande (SP). A prefeitura afirma que ele estava visivelmente alcoolizado e descumpriu ordem de parada, ficando em posição de luta diante das autoridades. Empresário é agredido por guardas municipais ao pedalar em direção a casa dele Um empresário, de 29 anos, alega ter sido abordado e agredido por guardas civis municipais enquanto pedalava uma bicicleta em direção à própria casa em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ao g1, Lucas Salgado afirmou não ter feito nada que provocasse o ataque dos agentes. Em nota, a Prefeitura de Praia Grande informou que Salgado estava visivelmente alcoolizado e tentou furar o bloqueio da guarda duas vezes, descumprindo a ordem de parada e ficando em posição de luta diante das autoridades. Ainda de acordo com o município, um agente ficou ferido e precisou ser atendido em um pronto-socorro na cidade (leia o posicionamento completo adiante). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. De acordo com o empresário, a agressão ocorreu na Avenida São Jorge, no bairro Nova Mirim, por volta das 21h30 de sábado (22). Ele afirmou que estava em uma tabacaria quando percebeu a aproximação de cinco viaturas das Rondas Ostensivas Municipais (Romu). Salgado disse ter deixado o estabelecimento de bicicleta para evitar uma suposta confusão com as autoridades. Salgado registrou um boletim de ocorrência, no qual alegou ter passado de bicicleta pela rua onde estavam as viaturas da Romu. No documento, ele afirmou ter sido abordado por um agente, que chutou o pneu dianteiro da bicicleta, e em seguida segurado pelas costas por outro guarda. Ainda de acordo com o relato, Salgado foi derrubado do veículo pelos dois agentes, que o agrediram com chutes, socos e golpes de cassetete. O empresário disse não ter entendido o que estava acontecendo e, por isso, pediu para que o ataque parasse. "Quero que a verdade seja dita, que esses guardas sejam punidos, eles não têm que estar em circulação andando no meio da cidade, isso não é guarda, é animal", afirmou o empresário. O caso foi registrado como lesão corporal e ameaça no 1° Distrito Policial (DP) de Praia Grande. Agressões Empresário afirmou ter sido agredido por guardas municipais em Praia Grande (SP) Arquivo Pessoal Ainda de acordo com o BO, um grupo de pessoas que passava pela rua se sensibilizou e pediu para que os guardas parassem com as agressões. Salgado disse que o clamor não surtiu efeito, uma vez que um dos agentes apontou a arma em direção aos pedestres. No registro policial, Salgado afirmou ter sido algemado e levado para trás de uma viatura, onde as agressões continuaram. Depois do segundo ataque, ainda segundo o depoimento, os agentes não apresentaram a ocorrência na delegacia. O empresário disse ter pedido para ser levado a um pronto-socorro, o que também não aconteceu. "Falaram que iam sumir comigo", complementou ele. "Não mexo com nada errado, tenho empresa, não preciso mexer com nada errado. Minha família é todo mundo de bem, ninguém tem passagem na minha família. [...] Não vou deixar isso aí barato não porque eu não fiz nada, eu estava indo para a minha casa. Vou até onde tiver que ir, vou querer que a justiça seja feita em cima desses guardas", afirmou o empresário. Por meio de nota, o advogado Bruno Yamamoto, que representa Salgado, considerou o caso como grave e preocupante. "Meu cliente foi brutalmente agredido por agentes da Guarda Civil Municipal da Romu, ao lado de sua casa e sem qualquer justificativa. Esse tipo de conduta mancha o nome da GCM de Praia Grande, uma instituição que desempenha um papel essencial na cidade", alegou. O profissional acrescentou que aguarda o despacho do delegado para a continuidade das investigações. Segundo ele, o caso será encaminhado ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e também foi feito um requerimento junto à corregedoria da GCM para a instauração do procedimento investigatório. "O que aconteceu não pode ser ignorado. A violência policial, o abuso de autoridade e a tortura devem ser combatidos com rigor, não apenas para garantir justiça a Lucas, mas também para impedir que outros cidadãos passem pela mesma situação", finalizou o advogado. Empresário alega ter ficado com hematomas após agressões dos guardas Arquivo Pessoal O que diz a prefeitura De acordo com a Prefeitura de Praia Grande, a GCM foi acionada ao local onde haveria um baile funk alvo de reclamações sobre perturbação de sossego. Diante disso, segundo o município, equipes da Romu se posicionaram para evitar tumultos, mas houve aglomeração e xingamentos contra elas. A administração municipal afirmou que o empresário estava visivelmente alcoolizado quando tentou furar o bloqueio dos agentes, descumprindo a ordem de parada e colocando-se em posição de luta. Em seguida, segundo a prefeitura, houve uma confusão generalizada, com garrafas e pedras sendo lançadas contra os guardas. O município acrescentou que os guardas agiram para controlar os ânimos dos envolvidos na confusão. Um agente ficou ferido e recebeu atendimento médico no pronto-socorro Quietude. Por fim, a prefeitura afirmou que o empresário foi orientado sobre a própria conduta e liberado em seguida, uma vez que não havia nada de ilícito com ele. A administração municipal pontuou que a GCM conta com corregedoria interna e que eventuais irregularidades a respeito da conduta dos integrantes são devidamente apuradas. Empresário afirma ter sido agredido por guardas municipais em Praia Grande (SP) Reprodução VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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