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Entenda por que Mato Grosso lidera ranking nacional de equilíbrio entre dívida e arrecadação

Entenda por que Mato Grosso lidera ranking nacional em controle da dívida e arrecadação Emanoele Daiane A lógica é simples. O salário que um trabalhador r...

Entenda por que Mato Grosso lidera ranking nacional de equilíbrio entre dívida e arrecadação
Entenda por que Mato Grosso lidera ranking nacional de equilíbrio entre dívida e arrecadação (Foto: Reprodução)

Entenda por que Mato Grosso lidera ranking nacional em controle da dívida e arrecadação Emanoele Daiane A lógica é simples. O salário que um trabalhador recebe precisa ser suficiente para cobrir as contas no fim de cada mês, caso contrário ele contrai dívidas. Da mesma forma acontece na gestão pública. O equilíbrio entre o que deve e o que arrecada colocou Mato Grosso em primeiro lugar no Ranking de Competitividade dos Estados 2024, publicado em 2025 pelo Centro de Liderança Pública (CLP). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Esse indicador da pesquisa desconsidera receitas atípicas, e leva em conta a relação entre a dívida consolidada e a arrecadação recorrente dos estados. A ideia do ranking é mostrar a dimensão da sustentabilidade fiscal das regiões. A Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) divulgou um comunicado, na segunda-feira (2), comemorando esse resultado. No documento, a secretaria enumera alguns fatores que contribuíram para conquistar essa liderança nacional. "Mato Grosso mantém a dívida sob controle em relação à sua arrecadação estrutural. Isso é resultado de uma política permanente de responsabilidade fiscal, planejamento e controle do gasto público", afirmou. Além disso, a Sefaz ainda destacou que esse resultado vai ao encontro de outro indicador de avaliação fiscal, no qual o estado obteve, em 2024, a nota A+ em Capacidade de Pagamento (Capag), pela Secretaria do Tesouro Nacional. "A Capag avalia critérios como endividamento, poupança corrente e liquidez, indicando a capacidade do estado de honrar seus compromissos financeiros com recursos próprios", diz. Economista ouvido pelo g1 aponta que apesar do cenário fiscal do estado ser favorável, outros indicadores econômicos, sociais e de segurança não apresentam resultados positivos. Para o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e mestre em economia Carlos Castilho, a secretaria enaltece apenas um indicador econômico dentro de um cenário maior, enquanto outros índices vão na contramão. "Isto demonstra eficiência na relação de cortes e contenção de gastos associados à busca pelo aumento da arrecadação. Porém, ao analisar o ranking de maneira global, pelos 10 pilares, Mato Grosso ficou na 10ª posição", afirmou. Por isso, o professor questiona se não houve excessos. "Portanto, há que se perguntar se não houve exagero nessa busca pela solidez fiscal a ponto de comprometer a eficiência na gestão pública e no ambiente econômico e social", disse. Exemplo disso, segundo Castilho, são as outras posições do estado no ranking. Veja abaixo: 6ª posição nos pilares “Capital Humano” e “Eficiência da Máquina Pública” 9ª em “Sustentabilidade Social” 13ª em “Infraestrutura” 14ª em “Segurança Púbica” 16ª em “Educação” 18ª em “Sustentabilidade Ambiental” 19ª em “Potencial de Mercado” 27ª em “Inovação” LEIA TAMBÉM MT até 2070: o segredo do único estado que cresce enquanto todos os outros encolhem Agroindústria abre nova frente de expansão em MT e impulsiona PIB acima da média nacional Pelo 2º ano consecutivo, MT bate recorde com mais de 7 milhões de abates bovinos em 2025 Exportações de carne bovina de MT para Argentina e Uruguai disparam em meio ao tarifaço de Trump