Enxurrada de igarapés atinge casas de dois bairros e uma vila em Rio Branco
Enxurrada de igarapés atinge casas em Rio Branco A enxurrada dos igarapés São Francisco e Dias Martins atingiu casas de pelo menos dois bairros e uma vila em...
Enxurrada de igarapés atinge casas em Rio Branco A enxurrada dos igarapés São Francisco e Dias Martins atingiu casas de pelo menos dois bairros e uma vila em Rio Branco no início da tarde desta sexta-feira (30). Segundo a Defesa Civil Municipal, já foram recebidos pelo menos oito pedidos de remoção de famílias destas regiões. Ainda conforme o órgão, as águas já alcançaram os bairros Mocinha Magalhães e Sapolândia e a Vila Maria, próxima à Estrada do Aeroporto. Contudo, os moradores atingidos não querem, segundo a Defesa Civil, ir para o abrigo do Parque de Exposições Wildy Viana. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp À Rede Amazônica Acre, a ativista social Francisca Gomes de Lima, que atua no bairro Mocinha Magalhães, contou que as águas começaram a subir por volta das 13h na Travessa Belo Jardim. "Essa enchente que está tendo, eles não saíram. Às vezes, eles saem e são levados para uma igreja, ou então a gente arruma uma casa para colocar as coisas das pessoas, porque a realidade é triste", comentou. LEIA MAIS Rio Acre transborda pela 3ª vez em menos de dois meses em Rio Branco Chuvas na bacia do Rio Acre devem aproximar manancial da cota de alerta novamente em Rio Branco, prevê Defesa Civil Rio Iaco transborda e enchente atinge mais de 3,5 mil pessoas no interior do Acre Por que a água não escoa? Especialista explica enxurradas em bairros de Rio Branco Initial plugin text Com isso, ainda não houve retirada de famílias do local. O tenente-coronel Cláudio Falcão, coordenador da Defesa Civil Municipal, ressaltou à Rede Amazônica Acre que as operações de resgate e acolhimento de moradores de áreas alagadas são concentradas no Parque Wildy Viana. A previsão, segundo o coronel, é de que os igarapés tenham vazante ainda nesta sexta, mas três equipes de remoção estão preparadas para um possível transporte de famílias. "Eles não querem ir para o abrigo, querem, no caso, ser levados para uma igreja, para uma escola, e o nosso abrigo ativo agora é o Parque de Exposições. Então, qualquer situação dessas, de desabrigados, a gente leva para o parque e lá nós temos toda a estrutura, mas não querem ir", afirmou. Águas do Igarapé São Francisco atingiram a Travessa Belo Jardim, no bairro Mocinha Magalhães Lucas Thadeu/Rede Amazônica Acre Rio Acre voltou a transbordar Ainda na quinta-feira (29), o Rio Acre marcou 13,77 metros ao meio-dia, chegou a 13,89 metros às 15h, 14 metros e transbordou às 18h, 14,14 metros às 21h e 14,20 metros à meia-noite. Confira abaixo o histórico de transbordo do principal manancial do estado no último ano: O primeiro transbordamento ocorreu em 10 de março de 2025, quando o nível chegou a 14,13 metros naquele dia. A maior medição daquele período foi de 15,88 metros, quando atingiu mais de 30 mil pessoas; O segundo ocorreu em 27 de dezembro do mesmo ano, quando o rio subiu cerca de quatro metros em menos de 24 horas e alcançou 14,03 metros. O nível chegou a 15,41 metros e atingiu mais de 20 mil pessoas; O terceiro foi na última sexta (16), com o manancial marcando 14,01 metros na medição das 15h. A quarta vez ocorreu nessa quinta-feira (29), quando o manancial marcou 14 metros na medição das 18h e transbordou pela terceira vez em menos de dois meses e pela quarta em menos de um ano. Rio Acre marcou 14,49 metros na manhã desta sexta-feira (30) Jhenyfer de Souza / g1 Acre Conforme a Defesa Civil de Rio Branco, foram: 27 bairros afetados; 633 famílias atingidas na zona urbana, cerca de 2.286 pessoas; 250 famílias atingidas na zona rural, cerca de mil pessoas; 10 famílias no Parque de Exposições em situação de desabrigo, totalizando 25 pessoas e onze animais; 6 famílias desalojadas, somando 15 pessoas; 15 comunidades rurais afetadas. Ainda segundo a Defesa Civil Municipal, a oscilação no nível do rio é provocada pelo volume elevado de chuvas ao longo do mês. Em janeiro, o acumulado pluviométrico já superou a média histórica esperada e ultrapassou os 570 milímetros na última segunda (26), enquanto a previsão para o mês era de 287,5 milímetros. De acordo com o monitoramento oficial, o manancial está acima da cota de atenção desde o dia 11 de janeiro, quando marcou 10,44 metros e ultrapassou a marca pela 4ª vez em 1 mês após chuvas intensas na capital que causaram o transbordamento do Rio Acre pela segunda vez em menos de 30 dias. Reveja os telejornais do Acre