cover
Tocando Agora:

Golpista tira R$ 37 mil de moradora dizendo que traficantes precisavam de dinheiro para expulsar rivais do bairro e subornar policiais

A vítima disse à polícia que recebeu uma ligação de um homem que se apresentou como traficante da região Arquivo g1 Uma babá de 37 anos perdeu quase R$ 3...

Golpista tira R$ 37 mil de moradora dizendo que traficantes precisavam de dinheiro para expulsar rivais do bairro e subornar policiais
Golpista tira R$ 37 mil de moradora dizendo que traficantes precisavam de dinheiro para expulsar rivais do bairro e subornar policiais (Foto: Reprodução)

A vítima disse à polícia que recebeu uma ligação de um homem que se apresentou como traficante da região Arquivo g1 Uma babá de 37 anos perdeu quase R$ 38 mil após cair em um golpe de extorsão no bairro Jucu, em Viana, na Grande Vitória, na tarde de quarta-feira (28). A vítima disse à polícia que recebeu uma ligação de um homem que se apresentou como traficante da região. Segundo a vítima, o golpista afirmou que, por causa do assassinato de um vaqueiro ocorrido na madrugada do mesmo dia, o grupo criminoso precisaria arrecadar dinheiro para custear despesas, expulsar moradores considerados delatores do bairro e subornar policiais. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O suspeito manteve a mulher em ligação por cerca de duas horas. Nesse período, ela transferiu R$ 37.994,66 para o criminoso. A Polícia Civil informou que o caso será investigado, inicialmente, pelo 18º Distrito Policial de Viana, com o objetivo de identificar e responsabilizar o(s) autor(es) do crime. Golpe do "falso traficante" Golpe do falso traficante é uma modalidade de extorsão praticada por telefone com ameaças e manipulação psicológica Reprodução/RPC A corporação também fez um alerta sobre o chamado "golpe do falso traficante", modalidade de extorsão praticada por telefone que utiliza ameaças e manipulação psicológica para obter vantagem financeira. Segundo o delegado Jonathan Lana, os golpistas usam dados pessoais vazados e técnicas de engenharia social para gerar medo na vítima. Geralmente, segue quatro fases principais: a abordagem, na qual o golpista liga, muitas vezes de número restrito ou desconhecido, e se apresenta como membro de uma facção criminosa conhecida; a coerção psicológica, quando o criminoso demonstra conhecer informações pessoais, como nome completo, endereço, local de trabalho e nomes de familiares, chegando em alguns casos a descrever a residência da vítima",; a demanda financeira, em que o criminoso apresenta uma história falsa para justificar a cobrança, frequentemente por suposta taxa de segurança, auxílio a comparsa preso ou punição por suposta colaboração com a polícia; a transação, na qual o pagamento é exigido via PIX para contas de terceiros. A pergunta que toda vítima faz é: "Como eles sabiam tanto sobre mim?". A Polícia Civil ressalta que esses golpes se tornam mais convincentes devido à grande quantidade de dados pessoais vazados e comercializados ilegalmente. A orientação é desligar a ligação imediatamente, bloquear o número e comunicar a polícia ou pessoas de confiança. Em casos de pagamento, a vítima deve acionar o banco, preservar as provas e registrar um boletim de ocorrência. LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Motociclistas são flagrados fazendo manobra 'Superman' na Rodovia do Sol ÚLTIMO CASO EM JUNHO DE 2024: Vitória completa 600 dias sem feminicídios e vai na contramão do Brasil em assassinatos de mulheres Vaqueiro morto Vaqueiro é assassinado em emboscada enquanto ia para o trabalho, em Viana O homem de 53 anos, identificado como Alcimar Ribeiro Soares, foi morto a tiros na madrugada desta quarta-feira (28). Conhecido como Cisso, a vítima seguia de motocicleta para o trabalho quando foi atingida por disparos pelas costas. Segundo a Polícia Militar, Alcimar trabalhava como vaqueiro e saía de uma fazenda com destino a outra quando foi surpreendido em uma emboscada. Moradores da região disseram que o vaqueiro tinha envolvimento com o tráfico de drogas. De acordo com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), Alcimar esteve preso entre 25 de abril de 2018 e 22 de junho de 2023, após condenação por tráfico de drogas. Ele já foi apontado pela polícia como chefe do tráfico de drogas na região de Jucu. A prisão dele, em 2018, foi o estopim para uma guerra entre traficantes na região, que levou à morte um traficante, um segurança do tráfico e um homem inocente de uma só vez. Esse crime aconteceu em uma lanchonete do barro Jucu, em janeiro de 2019. Na época, o irmão de Alcimar, Aleandro Ribeiro Soares, foi apontado pela polícia como mandante. Tudo porque o comando do tráfico foi entregue a um homem de confiança e não a ele, segundo a Polícia Civil. A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Viana. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo