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Justiça concede à polícia acesso a dados da tornozeleira de suspeito de matar professor no Acre

Victor Oliveira da Silva, de 27 anos, monitorado da Justiça, confessou ter assassinado e enterrado professor Reginaldo Silva Correa Reprodução A Justiça do ...

Justiça concede à polícia acesso a dados da tornozeleira de suspeito de matar professor no Acre
Justiça concede à polícia acesso a dados da tornozeleira de suspeito de matar professor no Acre (Foto: Reprodução)

Victor Oliveira da Silva, de 27 anos, monitorado da Justiça, confessou ter assassinado e enterrado professor Reginaldo Silva Correa Reprodução A Justiça do Acre autorizou a Polícia Civil a ter acesso aos dados da tornozeleira eletrônica de Victor Oliveira da Silva, principal suspeito de matar o professor de dança Reginaldo Silva Corrêa e, em seguida, enterrá-lo em uma cova rasa em Epitaciolândia, no interior do Acre. Silva está preso desde o dia 1º de outubro. Sua vizinha, Marijane Maffi, também responde por suspeita de ajudar a esconder o carro da vítima. O g1 não conseguiu contato com as defesas. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Conforme a decisão da juíza de Direito Joelma Ribeiro Nogueira, a polícia pediu autorização judicial para acessar a geolocalização do suspeito, que era monitorado eletronicamente devido a outro crime, a partir da data do desaparecimento de Reggis. Sob forte comoção, professor de zumba é enterrado no interior do AC Após o parecer favorável à disponibilização dos dados, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) terá 10 dias para compartilhar o que foi solicitado. "O período solicitado (25 a 29 de setembro de 2025) mostra-se razoável e proporcional, limitado ao estritamente necessário para a apuração dos fatos, abrangendo desde a data do suposto crime até o dia anterior à prisão em flagrante do representado. A medida pleiteada revela-se indispensável ao esclarecimento dos fatos e ao prosseguimento das investigações, não se vislumbrando outros meios de obtenção de prova menos gravosos que possam substituí-la com a mesma eficácia", avaliou a magistrada. LEIA TAMBÉM: Suspeito que confessou ter matado professor no AC disse ter dormido com corpo no quarto após crime Suspeita de envolvimento na morte de professor é solta sem precisar pagar fiança no AC Sob forte comoção, corpo de professor de zumba é enterrado no interior do AC: 'Querido e amado' Caso Reggis: veja o que se sabe sobre morte de professor de dança encontrado em cova rasa no AC Em depoimento, Victor confessou o crime e afirmou ter atraído o professor até sua casa para um encontro, onde os dois acabaram discutindo. Ele contou que aplicou um golpe “mata-leão”, percebeu que a vítima não tinha mais batimentos cardíacos, dormiu ao lado do corpo e enterrou o professor no dia seguinte. Ainda segundo a investigação, Marijane teria ajudado o suspeito a tentar ocultar o crime, pois levou o carro do professor até Cobija, na Bolívia, sob o pretexto de que o veículo estava sendo vendido. Crime Reginaldo Silva Corrêa, conhecido como Reggis Arquivo pessoal Reggis foi encontrado morto em uma cova rasa no dia 1º de outubro, seis dias após desaparecer. O caso provocou comoção entre familiares, amigos e alunos. A Polícia Civil prendeu Victor Oliveira da Silva, de 27 anos, e Marijane Maffi, de 46, apontados como suspeitos de envolvimento no assassinato. Reggis, como era conhecido, havia desaparecido na noite de 29 de setembro, quando disse à ex-esposa, Keloiza Lima Paiva, que iria fazer uma entrega. Como a maior parte dos parentes dele não mora em Epitaciolândia, foi a mulher quem registrou boletim de ocorrência. Ele havia retornado de uma viagem a Fortaleza e chegou a falar com Keloiza pouco antes de sumir. Reggis teve o corpo localizado em um terreno entre as casas dos dois suspeitos. Acadêmico de Educação Física, ele também era agente territorial do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), coreografo e professor de dança no estilo zumba. Ele deixou uma filha de seis anos. Após a confirmação da morte, parentes, amigos e instituições divulgaram notas lamentando o ocorrido. Corpo foi encontrado em cova rasa em Epitaciolândia Arquivo pessoal Como a polícia chegou até os suspeitos? Foi entregue aos investigadores um notebook que pertencia a Reggis. No equipamento, descobriram a conversa da vítima com Victor em um aplicativo de mensagens. Como o suspeito já era monitorado eletronicamente pela Justiça devido um outro crime, os agentes conseguiram o endereço de uma obra onde ele estava trabalhando e o levaram para depor. Logo que foi abordado pelos policiais, segundo a própria guarnição, ele começou a chorar e admitiu ter matado Reggis. O suspeito também levou os policiais até o local onde o corpo do professor estava enterrado. Além disso, agentes da polícia boliviana localizaram o carro do professor e o entregaram à Polícia Civil do município vizinho. Reveja os telejornais do Acre