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Procon Carioca inicia operação 'Preço Justo' para fiscalizar valores abusivos cobrados nas praias do Rio

Operação Preço Justo começa para combater preços abusivos em praias do Rio A "Operação Preço Justo na Praia", com fiscais percorrendo a orla para coibir...

Procon Carioca inicia operação 'Preço Justo' para fiscalizar valores abusivos cobrados nas praias do Rio
Procon Carioca inicia operação 'Preço Justo' para fiscalizar valores abusivos cobrados nas praias do Rio (Foto: Reprodução)

Operação Preço Justo começa para combater preços abusivos em praias do Rio A "Operação Preço Justo na Praia", com fiscais percorrendo a orla para coibir cobranças abusivas nas praias do Rio e orientar consumidores sobre seus direitos, começou nesta quinta-feira (16). O objetivo da fiscalização é coibir preços excessivos, cobrança de consumação mínima, venda casada e publicidade enganosa. Além dos servidores identificados, agentes à paisana estarão nas praias para flagrar irregularidades. "A consumação mínima é uma espécie de venda casada. E é proibido. Porque você está condicionando um tipo de venda, um tipo de aluguel, um tipo de serviço a outras vendas. Isso o Procon Carioca e o código do consumidor não permitem", citou o secretário de Proteção e Defesa do Consumidor João Pires. Agentes do Procon Carioca iniciaram operação "Preço Justo" nas praias da Zona Sul do Rio Reprodução/TV Globo Barracas e quiosques que forem flagrados cometendo irregularidades podem ser multados e até perder autorização de funcionamento. As denúncias podem ser feitas diretamente por WhatsApp: (21) 96608-0664. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Clientes reclamam de casos na Zona Sul A fotógrafa argentina Agnes Dietrich afirmou que já foi cobrada muito além do que deveria por vários itens na praia. Uma das situações aconteceu quando ela e um grupo de amigos queriam comer queijo coalho: "Eu sei que o queijo é mais ou menos R$ 15, que já foi R$ 10, mas eles queriam cobrar R$ 25. É sempre assim. Aí baixa se você fala que não", relatou, contando ainda que os preços mudam todo dia em praias como o Leblon. "Coco é bem complicado". Fernanda D'ávila diz que já foi cobrada com preços abusivos na praia Reprodução/TV Globo A empresária Fernanda D'ávila quase caiu em cobranças abusivas, mesmo sendo moradora do Rio: "Como eu tenho um sotaque diferente, então as pessoas acham que eu não sou daqui e vêm com um preço diferente. Eu falo que moro aqui. Aí pra morador, ao invés de R$ 50 custa quanto? Uns R$ 30, R$ 20 chorando", contou. O cineasta Lucas Malaguti acredita que precisa haver um preço justo para que consumidores e vendedores não saiam prejudicados: "Eu fico impressionado porque as pessoas acham que eu sou gringo e vêm me cobrar um valor. Eu falo 'mermão'. Não pega bem. Essa coisa de consumação também não pega bem. Preço de cadeira, guarda-sol super abusivos. A gente entende o desafio de cada dia de levar o pão pra casa, mas vamos ser justos", pontuou.