Proprietários de metalúrgica são indiciados por homicídio culposo após explosão que matou seis em Cabreúva
Donos de metalúrgica que explodiu em 2023 são indiciados por homicídio culposo A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a explosão em uma metalúrgi...
Donos de metalúrgica que explodiu em 2023 são indiciados por homicídio culposo A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a explosão em uma metalúrgica de Cabreúva (SP), ocorrida em setembro de 2023, e indiciou dois proprietários da empresa por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Segundo a Polícia Civil, o laudo pericial foi inconclusivo devido à destruição severa provocada pela explosão nas dependências da Tex Tarugos, o que dificultou os trabalhos da perícia. Ainda assim, a investigação apontou que o acidente foi causado por um produto químico que estava sendo testado no local por um dos proprietários da empresa, que morreu na explosão. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Testemunhas relataram à polícia que o produto teria sido lançado dentro do forno com o objetivo de retirar impurezas do metal e, logo em seguida, ocorreu a explosão. Empresa ficou destruída em Cabreúva (SP) após explosão Prefeitura de Cabreúva/Divulgação A polícia informou ainda que parte dos familiares das vítimas entrou com ações judiciais contra a empresa. A maioria dos funcionários, no entanto, optou por não processar a metalúrgica, por entender que o caso se tratou de uma fatalidade. Explosão matou seis O acidente aconteceu em 1º de setembro de 2023. Um forno industrial explodiu dentro de uma metalúrgica. Na ocasião, seis pessoas que trabalhavam no local morreram, entre eles, um dos proprietários da empresa. Outras trinta pessoas ficaram feridas, quatro em estado grave. O chefe de fiscalização da Divisão Regional de Fiscalização do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ubiratan Vieira, informou na época do acidente que a Tex Tarugos não tinha alvará de funcionamento e possuía histórico de desconformidades em suas operações, incluindo problemas como falta de manutenção em seus equipamentos. A Prefeitura de Cabreúva confirmou a informação. A falta de alvará se dá pela empresa não ter o AVCB, nem a licença da Cetesb, esta última negada 14 dias antes da explosão. A metalúrgica também recebeu quatro advertências e duas multas da Cetesb. As irregularidades se somam aos problemas já apontados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Explosão destrói empresa e deixa vários funcionários feridos em Cabreúva Veja quem são as vítimas que morreram: Azarias Barbosa do Nascimento Uma das vítimas é o ferramenteiro Azarias Barbosa do Nascimento, de 46 anos. Ele era natural de Caracol, estado do Piauí, e morava na cidade de Itu (SP). Azarias foi encontrado nos escombros da empresa, durante trabalhos do Corpo de Bombeiros. Ele foi sepultado em Betim (MG). O boletim de ocorrência foi registrado como lesão corporal e homicídio. Azarias Barbosa do Nascimento morreu em explosão de metalúrgica de Cabreúva (SP) Reprodução/Redes Sociais Fernando Nascimento dos Santos Natural de Cristinápolis (SE), Fernando Nascimento dos Santos, de 25 anos, também morreu no acidente. O trabalhador chegou a ser socorrido, mas não resistiu e morreu durante a internação. "Café", como era conhecido, era funcionário da empresa havia cerca de quatro anos. Outros dois irmãos dele também trabalhavam no local, mas não estavam no prédio no momento da explosão. Eles estão acompanhando a liberação do corpo da vítima. Fernando morreu em explosão de metalúrgica de Cabreúva (SP) Reprodução Erick Mendes de Souza A terceira vítima da explosão na metalúrgica Tex Tarugos é o jovem Erick Mendes de Souza, de 21 anos. Erick também foi socorrido e estava internado em um hospital de Sorocaba, mas não resistiu aos ferimentos. O jovem estava há quase três anos na empresa. Erick Mendes de Souza morreu na explosão da empresa metalúrgica de Cabreúva (SP) Reprodução Weverton Oliveira da Silva A quarta morte foi confirmada seis dias após a explosão. Weverton Oliveira da Silva, de 42 anos, estava internado desde o dia da explosão. Segundo a família, Weverton teve 100% do corpo queimado e seu estado de saúde era gravíssimo. Weverton Oliveira da Silva morreu após explosão de empresa metalúrgica de Cabreúva (SP) Reprodução Joselito dos Santos de Jesus Joselito dos Santos de Jesus era natural de Cristinápolis, no Sergipe. A morte foi confirmada pelo Hospital Irmãos Penteado, em Campinas (SP), onde ele estava internado, no dia 27 de setembro, quase um mês após a tragédia. Pelas redes sociais, o prefeito e o vice de Cristinápolis, Sandro De Jesus e Zé de Alaíde, lamentaram a morte de Joselito. "É com imensa tristeza que lamentamos o falecimento de mais uma vítima cristinapolitana na trágica explosão ocorrida na metalúrgica em Cabreúva, interior de São Paulo, nosso amigo Joselito dos Santos de Jesus. Que a família de Joselito encontre forças para superar esta dor, e que nosso município se una em apoio e conforto mútuo. A nossa solidariedade", publicaram. Prefeito de Cristinápolis (SE) lamenta morte de homem que trabalhava em metalúrgica de Cabreúva (SP) Reprodução/Instagram Paulo Roberto Rocha de Santana Paulo Roberto Rocha de Santana estava internado em estado grave desde a explosão. A morte foi confirmada pelo delegado Ruíter Martins, que cuida do caso. Paulo era natural de Tomar do Geru, no Sergipe, e morreu no dia 3 de outubro, mais de um mês após o incidente. Ele foi velado e sepultado em Jundiaí, no Memorial Parque da Paz no dia 5 de outubro. A Prefeitura de Tomar do Geru publicou uma nota de pesar nas redes sociais: Prefeitura de Tomar do Geru (SE) publicou nota de pesar nas redes sociais Reprodução/Instagram Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM