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Sanfoneiro mirim paraibano realiza sonho de conhecer Flávio José: 'uma grande referência'

Sanfoneiro mirim paraibano realiza sonho de conhecer Flávio José A música encanta e contagia. E Alyf Gabriel, de apenas 7 anos, é prova de que o encanto pel...

Sanfoneiro mirim paraibano realiza sonho de conhecer Flávio José: 'uma grande referência'
Sanfoneiro mirim paraibano realiza sonho de conhecer Flávio José: 'uma grande referência' (Foto: Reprodução)

Sanfoneiro mirim paraibano realiza sonho de conhecer Flávio José A música encanta e contagia. E Alyf Gabriel, de apenas 7 anos, é prova de que o encanto pela música é capaz de realizar sonhos. O garoto da cidade de Sumé, no Cariri paraibano, se encantou pelo forró, aprendeu a tocar sanfona e recentemente viveu o sonho de conhecer um grande ídolo também paraibano, Flávio José. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp A paixão de Gabriel por música, e principalmente por forró, foi percebida no início da vida do garoto. Segundo a mãe dele, a técnica de enfermagem Marília Jéssica, com apenas quatro anos de idade o menino "se encantou" por um triângulo que viu em uma festa na casa de familiares e acabou ganhando um de presente. Depois disso, ele ganhou um triângulo e se apegou ao instrumento. Até que nas festas de São João de Sumé, em 2024, Gabriel viu pela primeira vez uma sanfona. "Gabriel se encantou, saiu de lá chorando porque queria um triângulo. Chegou em casa, pediu a meu pai, que é o avô dele. Aí o pai foi e mandou fazer um triângulo pra ele. E ele era com esse triângulo na mão direto, direto (...) Em 2024 eu levei Gabriel pela primeira vez pra o São João aqui de Sumé, e ele subiu no palco e ficou encantado olhando os outros instrumentos. E daí ele começou a pedir uma sanfona", explicou a mãe de Gabriel, Marília. Alyf Gabriel, de 7 anos, sanfoneiro mirim de Sumé, Paraíba Arquivo Pessoal/Marília Jéssica O avô materno percebeu a paixão do menino pelo instrumento e decidiu presenteá-lo com um de menor porte. Gabriel passou a ter aulas para aprender a tocar o instrumento e desenvolveu tanto as habilidades que precisou de uma sanfona maior. Pelo alto custo da sanfona de grande porte, vendida por um preço médio de R$ 4 mil, a família precisou unir esforços para conseguir arrecadar o valor. Surgiu então a ideia de rifar uma ovelha e, em pouco tempo, o dinheiro foi arrecadado. "Coloquei 500 números para vender na rifa e em menos de 15 dias eu tinha vendido todos os números. Muita gente ajudou, se mobilizou, vendeu, comprou e compartilhou, e em 15 dias eu consegui vender a rifa e a gente conseguiu comprar essa sanfona maior", disse Marília. Com uma sanfona maior e muita vontade de aprender, desde agosto do ano passado, as terças-feiras de Gabriel são de música nas aulas de sanfona. E, claro, referências musicais como Flávio José e Waldonys fazem parece do processo de aprendizado. "Resolvi colocar alguém para ensinar ele, aí ele vai todas as terças-feiras, uma hora de aula. E assim, ele coloca na internet os sanfoneiros que ele gosta e há tempos vem escutando Flávio José", explicou a mãe de Gabriel, Marília. Gabriel na aula de sanfona Arquivo Pessoal/Marília Jéssica Já em 2026, a família de Gabriel soube que um grande sanfoneiro e um dos maiores nomes da música nordestina, Flávio José, estaria em um show na cidade de Amparo, que fica próxima a Sumé. O menino, então, teve um motivo a mais para se dedicar às aulas de sanfona. "Quando saiu a programação da Festa de São Sebastião de Amparo, que vimos Flávio José e Luan Estilizado, que ele também gosta muito, eu falei: 'Olha, Gabriel, Flávio José e Luan Estilizado vão vir para o Amparo'. E ele disse: 'Você vai me levar para conhecer eles?' Eu disse que se tudo desse certo, sim. Então ele começou a treinar e a ensaiar as músicas de Flávio, músicas de Luan, na intenção de já conhecer eles", disse Marília. A mãe de Gabriel conta que o menino ficou muito ansioso e chegou a contar os dias, literalmente, para o show. O desejo dele era tocar com algum dos sanfoneiros no palco da festa, o que não foi possível. Mas o garoto chegou a conhecer a grande inspiração, Flávio José, no camarim do evento. "Desde então ele ficou muito ansioso, contando os dias. Todo dia ele dizia: 'Mãe, falta um tal dia! Faltam tantos dias' (...) Ele queria tocar no palco, o sonho dele era tocar no palco, só que não deu certo para tocar. Mas ele ficou muito feliz em ter conhecido eles no camarim. E... está muito realizado", falou a mãe. Flávio José e Gabriel, sanfoneiro mirim do Cariri da Paraíba Arquivo Pessoal/Marília Jéssica No dia do encontro, Gabriel estava nervoso e com a sanfona "que não larga por nada", segundo a mãe. Mesmo com receio de errar a música na frente do ídolo ele se encorajou e foi motivado pelo próprio Flávio José em um momento inesquecível. "Ele estava super ansioso, com a sanfona dele que ele não larga por nada. Disse que estava nervoso, que estava com medo de errar a música... Mas deu muito certo! Ele tocou lá no camarim com o Flávio". Referência musical Para Marília, a alta expectativa de Gabriel para conhecer Flávio José tem relação com o sentimento de referência que o menino nutre pelo artista e por vários outros importantes nomes da música nordestina. Com apenas sete anos, o menino é apaixonado pelo mundo da música, e segundo a mãe, "não se identifica com outra coisa". "Ele gosta de música, não se identifica com outra coisa. O negócio dele é só música. E Flávio José, é uma referência para ele, né? Uma grande referência", disse a mãe. A família de Gabriel enxerga o momento como um incentivo ao garoto. Marília e os demais familiares prometem se esforçar para oferecer a Gabriel todas as condições necessárias para ele crescer e se destacar na área musical. "É uma forma que eu acho de incentivar ele, porque ele se sente motivado com a gente incentivando. E o que eu puder fazer por ele, quando eu puder levar ele, eu estarei levando para ele se sentir cada dia mais incentivado e motivado" finalizou a mãe. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba