Santos cria lei para evitar ataques em escolas; entenda as medidas
De acordo com o vereador do PL, a medida, já sancionada, visa capacitar professores, funcionários e agentes de segurança pública para identificar e prevenir...

De acordo com o vereador do PL, a medida, já sancionada, visa capacitar professores, funcionários e agentes de segurança pública para identificar e prevenir possíveis ameaças e ataques violentos nas escolas. Lei propõe treinar professores para combater atentado a escolas no litoral de SP (Imagem ilustrativa) PETER LEONE/O FOTOGRÁFICO/ESTADÃO CONTEÚDO A Prefeitura de Santos, no litoral de São Paulo, sancionou uma lei que institui o programa municipal de prevenção contra a prática de atentados violentos nas dependências de escolas. O projeto de lei nº 66/2023, apresentado pelo vereador Sérgio Santana (PL), estabelece a orientação a docentes, servidores e alunos no enfrentamento da violência no âmbito escolar. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. De acordo com Santana, a medida busca capacitar professores, funcionários e agentes de segurança pública e privada para identificar e prevenir possíveis ataques às escolas, além de proteger os alunos em situações de violência. A lei propõe treinamentos para alunos, professores e funcionários, abordando identificação, comunicação e resposta rápida a ameaças. Também prevê cartilhas educativas, palestras com especialistas em segurança escolar e monitoramento por imagem das escolas pelo Centro de Controle Operacional (CCO) ou por empresas privadas. Outras medidas incluem um canal direto de comunicação com a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal de Santos, além do acompanhamento preventivo de possíveis ameaças. O vereador expressou preocupação com a violência nas escolas e, na justificativa, citou o massacre ocorrido em uma escola de Realengo, no Rio de Janeiro, em 2011. “A violência presente no ambiente escolar tem se manifestado de diversas formas. Essa violência, muitas vezes, reproduz violências do mundo social”, declarou. "Suas consequências nefastas afetam todos os envolvidos, sejam vítimas ou autores". Artigo vetado O artigo 5º, que previa a disponibilização de profissionais capacitados para o acompanhamento psicológico dos envolvidos e familiares, foi vetado pela administração municipal. De acordo com a prefeitura, o atendimento do paciente e de seus familiares deve ser realizado de forma ampla com a atuação de equipe multiprofissional, para que sejam acompanhados todos os aspectos envolvidos na situação enfrentada, não apenas o psicológico. Realengo: relembre o caso No dia 7 de abril de 2011, um atirador entrou em uma escola municipal na Zona Oeste do Rio e atirou contra alunos em salas de aula lotadas. O massacre deixou 11 crianças mortas e 13 feridas. As crianças tinham entre 12 e 14 anos. O atirador era ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo. Ele foi atingido por um policial e se suicidou. Homem entra em escola e mata 11 alunos em Realengo, no Rio de Janeiro VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos