VÍDEO: anta com coloração rara é vista nadando em lago de propriedade rural no interior de SP: 'Ela vem sempre', diz morador
Anta com coloração rara é flagrada em área rural na região de Itapetininga Uma anta com características de albinismo tem sido avistada em fazendas da regi...
Anta com coloração rara é flagrada em área rural na região de Itapetininga Uma anta com características de albinismo tem sido avistada em fazendas da região de Itapetininga (SP). Um dos registros foi feito no dia 1º de fevereiro, em uma propriedade rural localizada entre os municípios de Pilar do Sul e Tapiraí (SP). No vídeo, com pouco mais de um minuto de duração, o animal aparece nadando tranquilamente em um lago dentro da fazenda. Com apenas a cabeça fora da água, a anta parece relaxada, aproveitando o momento. Em seguida, mergulha e permanece submersa por alguns instantes. Assista ao vídeo acima. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp O morador responsável pelo registro contou ao g1 que o animal costuma aparecer com frequência na propriedade. A anta, que vive em liberdade e não está em cativeiro, é um macho. “Tem um tanque perto da minha casa, e ela vem sempre. É solta. Tem várias antas pretas, mas branca só tem ele”, relata. O biólogo Thiago Godoi, que é especialista em manejo e preservação de fauna silvestre e exótica, explicou ao g1 que, apenas pelas imagens, não é possível confirmar se o animal é albino, já que seria necessário observar a coloração dos olhos para um diagnóstico preciso. Ainda assim, segundo o especialista, a anta apresenta uma condição genética rara, que a diferencia das demais da espécie. “Temos duas possibilidades: o albinismo ou o leucismo. Para ter certeza, a gente teria que ver os olhos”, aponta. Segundo Thiago, o albinismo é uma condição genética hereditária, transmitida pelos pais. Nesses casos, o animal apresenta perda total ou parcial de melanina, substância responsável pela coloração da pele, dos pelos e dos olhos. "Por isso, os animais albinos têm os olhos vermelhos. Já no caso do leucismo, essa coloração vermelha não aparece. As duas condições são parecidas, mas, no leucismo, a pigmentação dos olhos é preservada.Assim, o animal pode ser completamente branco ou apresentar tons amarelados, mantendo olhos com cor natural, como preta ou castanha. Aí depende muito da espécie. E isso equivale para qualquer animal, mamíferos, aves, répteis", explica. Anta branca chama atenção ao ser flagrada nadando em fazenda no interior de SP Arquivo Pessoal O albinismo, leucismo e o melanismo são alterações nos cromossomos dos humanos ou dos animais. O biólogo explica que quando surge um animal albino ou leucístico, ele dificilmente chega à idade adulta, conforme aponta o biólogo. "Um animal desse é um sinaleiro para a onça-parda, para onça-pintada, por isso que animais em estado de leocismo ou albinismo, dificilmente a gente adultos e em vida livre. Porque eles não têm nenhum tipo de camuflagem, então é muito fácil os predadores encontrarem e acabar abatendo os animais quando são jovens." Outro ponto destacado pelo especialista é o comportamento do animal na presença de seres humanos, algo que chamou a atenção do biólogo. "Nesse lago que ela está aí, dá para ver que tem algumas residências próximas, é uma área já urbanizada. Então, podemos acreditar que é um animal que já está sendo de certo modo condicionado, tolerou a presença de uma pessoa filmando, isso é difícil. Provavelmente está sendo condicionado, recebendo alimento, suportando a presença de pessoas, por isso que acho que deve ser ele está conseguindo ficar de boa", analisa. Thiago Godoi, biólogo e especialista em manejo e preservação de fauna silvestre e exótica, comenta sobre a anta com características de albinismo flagrada na região de Itapetininga (SP) Arquivo Pessoal LEIA TAMBÉM: De 'CEO' a 'frentista': cães comunitários recebem cuidados em comércios do interior paulista Sagui albino aparece em quintal de casa no interior de SP; fotos Posição e lente das câmeras podem explicar a curiosidade de animais por equipamentos de monitoramento, diz biólogo No entanto, Thiago alerta que, apesar de ser um animal relativamente dócil, é importante evitar a aproximação, tanto para a segurança das pessoas quanto do próprio animal. "Os riscos que um animal sofre são basicamente os mesmos. Atropelamento, caça ilegal, pessoas com nível de curiosidade um pouco maior que acabam intervindo no habitat do animal. A frequência de pessoas pode interferir também na questão comportamental", lista. "As antas são animais bem dóceis, mas são arredias, dificilmente você avista elas, porque como são semi-aquáticas, gostam de áreas de mata mais fechadas, mas aí com a expansão agrícola, com desmatamento e tudo mais, a aparição vem se tornando bem mais comum. Já vi muitos casos de esses animais convivendo muito bem com as pessoas. Mas é importante não interferir no habitat e comportamento natural dele", completa. Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM